Fernando Guerra

 

FG+SG fotografia de arquitectura | architectural photography

Fernando Guerra foi pioneiro na forma de fotografar e comunicar a arquitectura. Há 19 anos abriu o estúdio FG+SG em colaboração com seu irmão e juntos são responsáveis por grande parte da difusão da arquitectura contemporânea portuguesa, nos últimos quinze anos.

Fernando Guerra é fotógrafo de arquitectura. A sua formação, porém, é de arquitecto. O seu olhar divide-se entre dois modos distintos de construir o mundo. Por esta circunstância, ele encontra-se numa posição privilegiada para protagonizar a metamorfose do campo fotográfico que fará com que esta prática de criação de imagens se venha a identificar, em parte, com o próprio campo arquitectónico.

Para compreender o espaço, os arquitectos, eventualmente com uma intencionalidade mais consciente que os simples utilizadores, circulam pelos edifícios. Captam a espacialidade da arquitectura deambulando, perscrutando, fazendo associações de ideias, de formas, de dimensões. É através desse movimento que descobrem as infinitas variáveis do espaço arquitectónico, as singularidades que fazem distinguir um espaço significante da miríade de construções insignificantes que invadem o nosso campo visual. E fazem-no cruzando aquilo que vêem com as memórias de outros edifícios que transportam consigo, muitas vezes adquiridas através da observação mediada pela fotografia. A nossa cultura arquitectónica, na impossibilidade de visitar todos os edifícios do mundo, é maioritariamente construída através do olhar de outros.

É neste sentido que Fernando Guerra lança um olhar generoso sobre a arquitectura que regista. Entre os edifícios que fotografa, não se percebe, exactamente, um juízo de valor sobre os conteúdos da arquitectura; antes um controle, ao nível das emoções, que busca homogeneizar todos os registos. Portanto, cultiva-se a ausência de qualquer moralismo-crítico que possa interferir com o resultado final da imagem e que busca posicionar-se (arquitectonicamente) num plano neutral, valendo-se a si mesmo. É simultaneamente um mundo onde não há arquitecturas melhores, nem piores. O fotógrafo, ao contrário do fotógrafo-artista, é convocado e responde através do seu conhecimento de expert. Se manipula a imagem, isto é, se lhe retira um excesso qualquer de “realismo”, fá-lo consciente que trabalha num domínio de imparcialidade.

Os seus trabalhos são editados regularmente em diversas publicações tanto a nível nacional como internacional, em revistas como Casabella, Wallpaper*, Dwell, Icon, Domus, A+U, entre muitas outras.

A FG+SG colabora com diversos arquitectos portugueses como Álvaro Siza, Carlos Castanheira, Manuel Mateus, Manuel Graça Dias, Gonçalo Byrne, ARX Portugal, João luís Carrilho da Graça, Promontório Arquitectos; assim como, arquitectos internacionais como Márcio Kogan, Isay Weifeld, Arthur Casas, Zaha Hadid, Pei Cobb Freed & Partners entre outros.

O site http://ultimasreportagens.com tornou-se no ponto de partida para consultar arquitectura contemporânea portuguesa com mais de seiscentas reportagens online, bem como artigos especiais e publicações.

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Fernando Guerra has been a pioneer in the way architecture is photographed and divulged. 19 years ago, he opened studio FG+SG together with his brother, and both are responsible in large part for the diffusion of Portuguese contemporary architecture in the last fifteen years.

Fernando Guerra is an architectural photographer. His training, however, is as an architect. His gaze is divided between two distinct modes of constructing the world. Given this fact, he is in a prime position to personify the metamorphosis of the field of photography that will lead the practice of creating images to eventually identify itself, in part, with the field of architecture.

In order to understand a space, architects, possibly with a more conscious intentionality than mere users, walk about the buildings. They capture the spatiality of architecture by wandering, scrutinizing, and associating ideas, shapes, dimensions. It is through this movement that they discover the infinite variables of the architectural space, the singularities that distinguish a significant place from the myriad of insignificant constructions that invade our visual field. And they do it by blending what they see with the memories of other buildings they carry with them, often acquired through observation mediated by photography. Our architectural culture, given the impossibility of visiting all of the buildings in the world, is constructed mainly through the eyes of others. It is in this sense that Fernando Guerra casts a generous eye upon the architecture he registers. Among the buildings he photographs, it is not exactly a value judgment on architectural content that is perceived, but rather an examination, at the emotional level, that seeks to homogenize all of the registers. Thus, what is cultivated is the absence of any critical moralism that might interfere with the image’s final result and that seeks to position itself (architecturally) on a neutral plane, becoming useful in its own right. It is simultaneously a world in which better or worse architectures do not exist. The photographer, contrary to the photographer-artist, is summoned and responds through his knowledge as an expert. If he manipulates the image, that is, if any excess of “realism” is removed from it, he does it conscious of the fact that he works in a field of impartiality.

Fernando Guerra’s work is regularly published in various national and international publications, in magazines such as Casabella, Wallpaper*, Dwell, Icon, Domus, A + U, among many others. FG+SG collaborates with various Portuguese architects such as Álvaro Siza, Carlos Castanheira, Manuel Mateus, Manuel Graça Dias, Gonçalo Byrne, ARX Portugal, João Luís Carrilho da Graça, Promontório Arquitectos, as well as international architects such as Márcio Kogan, Isay Weifeld, Arthur Casas, Zaha Hadid, Pei Cobb Freed & Partners, among others.

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Este texto está publicado en la web de Fernando Guerra

http://fernandoguerra.com